A Santa Casa de Campo Grande entrou no ano do seu centenário abrigada por beneméritos de hoje que lutam para que a entidade se mantenha em pé. No seu começo seus criadores lançaram o livro de ouro e corriam pela cidade atrás de esmolas ( termo usado na época ) para que uma Santa Casa fosse erguida. Atendendo todas necessidades da população daquele tempo , o surgimento da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande foi tornando uma realidade ao longo dos anos. Prefeitos Municipais arregaçaram suas mangas de camisas e saíram na defesa da manutenção da entidade. Muitos são beneméritos e constam de forma emoldurada na história.

Nos tempos atuais a Santa Casa luta com o despreparo de conhecimento de alguns Prefeitos que não conseguiram visualizar a necessidade de se manter em pé todo o complexo hospitalar. É a terceira maior Santa Casa do Brasil e uma das referências em traumatologia. Médicos de excelência e corpo de servidores de alta representatividade. Fornecedores de estirpe e um corpo diretivo que são contexto de decência na sociedade de Campo Grande. Assim caminha a Santa Casa.

No foco central de discussão sobre seu funcionamento ela se mantém altiva e combativa trazendo conforto para quem necessita dos seus serviços. O atual Presidente Esacheu Cipriano Nascimento tem sido alvo de muitas criticas e responde todas elas com trabalho e discernimento . Administrar a Santa Casa de Campo Grande não tarefa das mais fáceis. Toda diretoria está empenhada em não deixar a peteca cair. Conta com a confiança da população mas também com o nariz torcido da classe política. Os recursos ao longo do tempo ficaram capengas e os últimos administradores (?) de Campo Grande trocaram os pés pelas m&atil de;os ( e que mãos…).

A entidade funciona através de verbas federais, estaduais e municipais. Não adianta nenhum gestor dizer que a entidade não supre a demanda de recursos que lhe é destinada por má gestão. Não é o caso agora. A fatia do bolo foi sendo reduzida ao longo dos anos e agora não se dá mais para correr das responsabilidades. A parcela dos governos está imposta e precisa ser cumprida sob pena de acamados e outros não tenham mais o socorro que tanto necessitam. Ela tem gestão. Falta apenas o bom senso dos governantes para com ela.

Chegar aos cem anos de cabeça erguida mostra que a Santa Casa de Campo Grande é um dos marcos mais importantes dessa cidade e que está de braços abertos para receber todos os que lhe procuram. A saúde desse estado não seria nada se a Santa Casa não existisse. E nela que a confiança es tá depositada como recurso para salvar vidas. Jà salvou muitas e muitas. Querem deixa-la na UTI com pouco oxigênio para respirar. A Santa Casa de Campo Grande só deixara de existir quando Deus envelhecer.

* Articulista e Consultor