O PT (Partido dos Trabalhadores) está dividido para a escolha dos novos dirigentes municipais. Ao todo, seis chapas disputam o voto de cerca de 10 mil filiados durante o PED (Processo de Eleições Diretas), no próximo domingo (9), para definir o comando petista na Capital e em outros 59 municípios.

Definida a eleição nos municípios, iniciam-se as articulações com os delegados e delegadas eleitos para a escolha da nova direção estadual e do próximo presidente do diretório, que será feita durante o Congresso Estadual, marcado para os dias 5 a 7 de maio, em Campo Grande. Cada uma das seis chapas defende um projeto para o partido.

Parlamentares estaduais afirmam que, apesar do volume de candidaturas, não há racha interno, mas avaliam que uma disputa neste momento pode enfraquecer o partido.

“O momento para fazer disputa interna no partido é péssimo, mas a direção nacional marcou esta renovação dos diretórios para agora. Havia um pedido de adiar esta disputa, mas infelizmente a proposta de eleição passou e eu acho que é um momento ruim já que o PT precisa na verdade se unir”, comentou o deputado estadual Pedro Kemp, da chapa A Esperança é Vermelha, ligada à tendência Articulação de Esquerda.

Além da chapa encabeçada pelo grupo de Kemp, disputam espaços no comando do PT sul-mato-grossense as chapas Democratizar para Reconstruir, liderada pelo deputado João Grandão; Esquerda Viva (Amarildo Cruz); PT da Base (Cabo Almi); Construindo um Novo Brasil com Lula 2018 (Zeca do PT e Vander Loubet); além da chapa Movimento Popular Socialista, sob a batuta do atual presidente regional da legenda, o ex-deputado federal Antônio Carlos Biffi, para quem o grande número de chapas demonstra que o PT continua forte e participativo no Estado.

“As eleições diretas reafirmam o nosso compromisso com a democracia”, destaca o ex-deputado.