Delegado da Derf, Reginaldo Salomão, disse que polícia só chegou até Willian por ocorrência registrada pela mulher (Foto: Valentin Manieri)

Delegado da Derf, Reginaldo Salomão, disse que polícia só chegou até Willian por ocorrência registrada pela mulher (Foto: Valentin Manieri)

William Peterson da Silva, 40, foi preso e apresentado ontem (29), pela Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos), após roubar R$ 5.528,00 do caixa do Hospital Evangélico, no dia 22. Para justificar o crime, o autor disse que roubou para pagar contas.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Reginaldo Salomão, William trabalhava em uma empresa de segurança de renome na Capital e que tinha um cargo de confiança na instituição. Ele era responsável pelas armas da empresa.

No dia do crime, o autor pegou um revólver calibre 38 e foi até o hospital, lá ele esperou por cerca de 30 minutos, até que o fluxo de pacientes diminuísse.

O funcionário rendido contou à polícia que Peterson chegou calmo, apontou a arma e pediu para que ele entregasse o dinheiro que estava em caixa.

O ladrão pegou o montante e saiu em sua moto, sem preocupação de ocultar sua identidade. No entanto, outro funcionário percebeu que havia algo errado e anotou a placa da moto.

“Só que anotou a placa errada, então a gente teve fazer um monte de combinação até chegar ao William. O que nos ajudou foi que a mulher dele registrou um boletim de ocorrência um dia após o crime, revelando que a moto utilizada havia sido furtada. Nós chegamos até ela e depois a ele”, contou Salomão.

A mulher não será autuada por não haver indícios de seu envolvimento no crime. A moto foi encontrada em um terreno baldio e William acabou confessando o crime.

“Ela disse que sabia que havia alguma coisa errada com o marido, mas que não sabia o que era. Já o William tentou negar, mas foi confrontado com algumas provas e acabou confessando”, disse o delegado.

Questionado, Willian disse que nunca havia pensado em roubar, mas que estava endividado e que viu a oportunidade. Ele contou ainda que parte do dinheiro foi gasto para pagar essas dívidas como água, luz e telefone e outra parte gastou com bebida e prostituta.

Peterson se diz arrependido e disse que nunca havia participado de outro crime.

O autor foi ouvido e liberado ainda ontem por ser réu primário, possuir endereço fixo e carteira registrada.