Em fevereiro, a inflação medida pelo IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande) fechou em 0,27%. O índice é 0,16% menor em comparação a janeiro, quando ficou em 0,43%, segundo dados do Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais) da Uniderp. No último mês, o custo da Alimentação foi o principal responsável pelo resultado geral. De acordo com o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, todos os cortes de carne suína tiveram aumento de preço em fevereiro, e algumas frutas, como a laranja pêra, também ajudaram a elevar a inflação.

No comparativo entre a série histórica dos meses de fevereiro, a inflação é a menor desde 2013 (0,19%). Segundo o estudo, deflações foram observadas nos grupos Despesas Pessoais, que registrou -0,27% e colaborou com -0,02%, Educação, que caiu -0,08% e contribuiu com -0,01%, e Transportes, que registrou -0,04% e colaborou com -0,01% no cálculo da taxa mensal.

“De algum modo, a redução do índice já era esperada, pois fevereiro é um período em que o consumidor está colocando a sua vida financeira em dia, se recuperando dos gastos de fim de ano, mensalidades escolares e outros impostos que incidem em janeiro”, analisa o professor.

Ele destaca que o grupo Alimentação teve a maior taxa entre os demais, com índice 0,74% e contribuição de 0,15%. Além deste, os principais responsáveis pela inflação do mês passado foram Vestuário, com alta de 1,51% e contribuição de 0,13%, Habitação, com 0,07% e contribuição de 0,02%, e Saúde, com inflação de 0,02% e contribuição de 0%.

“Em fevereiro tivemos alta nos três cortes de carne suína pesquisados”, frisa  o coordenador do Nepes. O pernil sofreu alta de 6,02%, enquanto a bisteca teve elevação de 0,71% e a costeleta de 0,65%. Dos 15 cortes de carnes bovina pesquisados, oito deles apresentaram quedas de preços e um ficou estável. Tiveram aumento de valor o contrafilé (8,98%), a alcatra (6,10%), o músculo (5,12%), o lagarto (3,95%), a ponta de peito (3,56%) e as vísceras de boi (0,09%).

As maiores elevações de preços no grupo Alimentação ocorreram com laranja-pera (48,36%), manga (18,67%), cenoura (13,70%), entre outros. Segundo o professor, “o quilo da laranja-pera chega a custar R$ 3,70”, dependendo do mercado.