Município terá um prazo de 90 dias para dar inicio as obras em pontos específicos da avenida, como entre a rua Salgado Filho e avenida Campestre (Foto: Valentin Manieri)

Obras deverão ser feitas em pontos específicos da avenida, como entre a rua Salgado Filho e avenida Campestre (Foto: Valentin Manieri)

O juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Marcelo Ivo de Oliveira, atendeu uma ação civil pública do MPE (Ministério Público Estadual) e determinou que sejam feitas obras em caráter emergencial para conter erosões ao longo da avenida Ernesto Geisel. Segundo a Prefeitura, a administração tem em caixa R$ 38 milhões para essas obra de controle de enchentes e revitalização, dinheiro que será revertido para os reparos na vai.

De acordo com a decisão, o município terá um prazo de 90 dias para dar inicio as obras em pontos específicos, identificados pelo MPE como sendo os mais frágeis da avenida, como entre a rua Salgado Filho e avenida Campestre. Caso não cumpra com a determinação a ordem estipula multas de R$ 2 mil ao dia.

O juiz determinou que esses locais prioritários recebam a “estabilização do talude com gabião nos pontos, escavação para remoção do sedimento que está depositado no leito do córrego, bem como proceder à compactação de pavimentação asfáltica atingida pela erosão”.

De acordo com a 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, as erosões das margens da avenida ocasionam destruição da vegetação existente, causam assoreamento do rio Anhanduí, além de potencializar a possibilidade de alagamentos em locais de grande fluxos de pessoas e veículos.

O MPE afirma ainda que no local há residências, supermercado, shopping e outras lojas de grande porte. “A erosão é de tamanha gravidade que já atinge parte do asfalto, o que envolve a segurança daqueles que circulam pelo local, ainda mais por se tratar de uma avenida de grande fluxo de carros e pedestres”.

A assessoria da Prefeitura informou que a mesma tem em caixa R$ 38 milhões para as obras. A administração municipal informou ainda que está fazendo gestão com a Caixa Econômica Federal para retomar o projeto, que está parado desde 2012.

A falta de segurança na avenida já causou acidentes e quando chove o rui transborda e deixa vários trexos da via alagados.

Em novembro de 2016, três pessoas morreram na Ernesto Geisel, em frente ao Guanandizão, após o veículo em que estavam perder o controle e ser arremessado para dentro do córrego. O acidente poderia ser evitado se no local houvesse guard rail no local.

Durante as chuvas, no cruzamento da avenida com a rua Taquarussu, o acúmulo de água é tamanho, que impossibilita o tráfego na via.